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terça-feira, 22 de julho de 2014

10 características de um vilão

Um “bom” vilão pode determinar o sucesso de uma novela.

felix25Já vimos que novelas podem naufragar rapidamente se não contarem com um bom e velho vilão. Mesmo as tramas mais fracas podem salvar-se do naufrágio se contarem com a presença de um personagem maligno que não mede esforços para tornar a vida dos protagonistas um inferno. Temos listas e mais listas de antagonistas que caíram no gosto popular e que são preservadas na memória do público – mesmo que ninguém seja capaz de lembrar quem era o protagonista da novela na qual esse vilão perpetrou suas maldades.

Os vilões têm uma “receitinha” que via de regra dá certo, e suas características são facilmente reconhecíveis:

1 – Personalidade

Um bom vilão tem que ter personalidade forte, tem que ter ideias definidas e nunca se deixar levar. Dessa personalidade bem definida e marcante irá nascer a força para batalhar pelo que julga ser correto – ou nem tanto. Um vilão que se preza não é obediente nem se deixa influenciar, ele é o autor de sua história, não permitindo co-autores ou colaboradores à medida que escreve sua própria trama, à imagem e semelhança de sua maldade. Vilão que é vilão nunca se deixa levar ou convencer. Pode até fazer de conta, mas suas convicções são algo mais imutável que as leis da física.

2 – Agressividade

Não poupando esforços para chegar onde quer, ele usa sua agressividade tanto para conseguir o que quer quanto para confrontar quem for necessário. Um vilão que se preza nunca foge da raia, seja num bate-boca, numa briga de rua ou até num tiroteio. Enquanto os mocinhos têm problemas na hora de partir para a briga, com eles não há problema algum, estão sempre dispostos a usar a força bruta ou as palavras ferinas para intimidar, machucar ou mesmo matar sempre que necessário.

3 – Falta de escrúpulos

Essa pessoa nunca ouviu falar em “escrúpulos”, para ele (ou ela) tanto faz se tiver que sequestrar uma criança, jogar uma mulher grávida escada abaixo ou fazer um pai de família perder o emprego. E – pode ter certeza – essa pessoa também desconhece o que é consciência. A dele nunca o acusará de nada. Para um bom vilão o mundo não se divide entre “bem e mal” e sim entre “o que eu quero e o que eu não quero”. Sempre vai achar que seus objetivos mesquinhos são causas nobres e que sempre justificarão o que tiver que fazer para conseguí-los.

4 – Falsidade

Requisito essencial, sem uma boa dose de falsindade o vilão sabe que nunca conseguirá driblar as fracas defesas da mocinha – ou mocinho. Ele vai se fazer de amigo, vai mostrar seu lado mais doce, tudo para conseguir meios de chegar aonde quer. Quanto mais próximo estiver de quem quer destruir, maiores as suas chances de saber tudo o que for necessário para programar sua destruição. Um vilão só mostra as garras quando não tem mais jeito, enquanto não for desmascarado vai se fazer de amigo, conselheiro e confidente.

5 – Capacidade de manipulação

Ele percebe as fraquezas alheias e com esse conhecimento irá manipular todos à sua volta, tornando-os meros fantoches em seu teatrinho particular. Ele não tem amigos, tem aliados. Todos comendo em sua mão e que farão tudo o que ele sugerir, pedir ou ordenar. Para conseguir o que quer precisa de um séquito de ajudantes e vai manipular quem quer que seja para conseguir seu objetivo, seja através da falsidade, da ameaça ou da chantagem. Ele se apoia nas fraquezas de seus “ajudantes” e eles consciente ou inconscientemente acabam fazendo parte de suas tramoias.

6 – Astúcia

Quem melhor para engendrar planos sofisticados e cheios de detalhes que geralmente dão certo? Claro, o Sr. Astúcia. Ele só fica observando, colhendo dados através de sua rede de intrigas formada por manipuláveis e no momento certo orquestrará o “pulo do gato” que irá botar por terra todas as esperanças de felicidade daquele ser que escolheu odiar de forma visceral. Ele é capaz de envolver todos em uma teia de mentira, jogar uns contra os outros e ainda se fazer de bonzinho no final. Típico caso de inteligência mal aproveitada.

7 – Oportunismo

Mesmo sem ter um bom plano, qual é o vilão que não percebe o momento certo de introduzir aquela palavra maligna, aquela punhalada nas costas? Ele consegue vislumbrar e sabe aproveitar cada migalha de oportunidade para indispor os protagonistas uns contra os outros, semear a discórdia e a dúvida, envenenar relacionamentos. Nunca deixará passar em branco sequer uma mísera oportunidade para ferrar com tudo. Aproveitando cada valiosa oportunidade ele vai conquistando os elementos para tramar sua maldade mor quando for a hora.

8 – Falta de senso de proporção

Ele nunca tem uma visão clara de proporção. Não importa se odeia a mocinha apenas porque é mais amada pelo pai, ele irá deflagrar contra ela uma guerra onde vale tudo: assassinato por envenenamento, esganadura, sequestro, roubo, chantagem (uma de suas favoritas), ou o que for necessário. Algo como combater um formigueiro com uma bomba atômica, mas para ele nada disso importa, já que semear o mal é tudo o que lhe interessa. Se alguém lhe tomou o namorado não terá problemas em explodir o prédio todo onde essa pessoa mora só para ter o prazer de vê-la levar a culpa e ir para a prisão.

9 – Persistência

Não que essa seja uma característica “ruim”, mas tem que ser citada em favor de um vilão que se preza: eles nunca desisterm. São iguais àquele robô do filme “Exterminador do Futuro” que mesmo sobrando só um braço ainda estão tentando pegar aquela pessoa que escolheram odiar até a morte – e se possível até depois da morte. Por mais que suas tramas sejam neutralizadas e descobertas, por mais caro que tenham que pagar por tudo o que já fizeram, sempre têm apetite para mais uma investida contra o alvo de seu ódio. Não vai ser um fracassozinho que o fará desistir, nem uma dezena deles. A cada tentativa ele se torna mais forte e mais se aproxima de seu alvo, então ele nunca descansa e está sempre arquitetanto maldades.

10 – Egocentrismo

A força propulsora dos vilões. Para um vilão o mundo gira ao seu redor e tudo o que não seja seu interesse pessoal é desconsiderado. Sofrem pelo seu amor, mas não têm o menor problema em mandar pelos ares o amor dos outros. Sempre se julgam merecedores de tudo e ai de quem se colocar em seu caminho! Um vilão não terá problemas em jogar aos leões quem o ajudou, quem o ama ou quem está sempre ao seu lado. Para ele apenas o que importa é ele mesmo, os outros não passam de peças em seu tabuleiro, que ele movimenta a seu bel prazer para dar um final nesta história – e quanto mais maldoso e doloroso para o protagonista melhor.

Você concorda com essas características? Quantas delas tem o seu vilão favorito? Você acha que aqueles vilões inesquecíveis têm todas elas?

Zailda Coirano

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Comercial de carro

Comercial de carro é aquela bagaça: ou tem mulher ou tem mulher pelada. Levando-se em conta que a maioria dos homens acima dos 25 está casado e que as mulheres também compram carro (ohhhhhhh!) alguém tem que acordar antes que seja tarde. Eu não compro um carro que me sugere que vou pegar muita mulher (Deus me livre!!!!); eu não compro um carro que sugere que meu marido vai pegar muita mulher.

Será que existe muito homem casado que compra um carro sem a opinião da mulher? Eu duvido. Será que alguma mulher se sugestiona com comercial de carro que só atende às necessidades masculinas? Duvido também.

Quem gasta na sua casa: você ou seu marido? Está na hora das montadoras acordarem e fazerem comerciais de carros para as mulheres, porque além de comprar carro também (e quando compram garanto que não vão na onda de homem nenhum), elas também influenciam na decisão do marido.

Zailda Coirano

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Obama tem swing

Pois é, mulherada, quem acha o Obama 'uma graça' por aí? Eu também acho. Política à parte, que não é o caso de discutir isso ainda nem aqui - esse blog não foi criado pra isso, que ele tem carisma, charme, e etc... acho que muitas de nós concordam. Mas além disso, ele provou recentemente que também tem 'molejo'. Saca só o presidente dançando num programa da gringolândia:



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domingo, 9 de novembro de 2008

Hoje tem futebol

Hoje tem futebol, então você pode ficar tranquila porque poderá ler sossegada aquela revista que comprou na segunda-feira sem ninguém ficar perguntando onde está isso e onde está aquilo. Seu marido vai passar quase 2 horas vendo o jogo e o resto do domingo vendo os programas sobre futebol, então vai dar tempo de fazer manicure e pedicure.

Não se apresse, vai dar tempo de arrumar o cabelo, depilar-se todinha e ainda por cima fazer uma limpeza de pele. E à noite, quando você estiver toda boneca e ele p da vida porque o time dele perdeu e nenhum dos comentaristas achou que aquele pênalti que só ele viu era pênalti mesmo, ele vai olhar pra você e nem vai notar que você fez tudo isso.

Ninguém merece!

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terça-feira, 11 de março de 2008

Como passar um dia agradável em frente à TV, se você é mulher

Um feriado prolongado me pegou de surpresa outro dia com uma tarde inteirinha sem nada pra fazer. Fato raro, imaginei logo algo de interessante pra passar o tempo e liguei a "máquina de fazer doido", como bem já definia a tia Zulmira, do Stanislaw Ponte Preta.

Dei de cara com um programa dirigido provavelmente a mulheres masoquistas. Horrorizada assisti durante quase meia hora às mais bárbaras e desumanas torturas a que uma mulher pode se submeter pra ficar em forma. Gente, se Hitler tivesse televisão com certeza os judeus teriam sofrido muito mais em suas mãos. Corri pra mudar logo de canal tão logo a visão aterrorizante de mulheres gordas e cheias de celulite se acabando de tomar choques em tudo quanto era lugar tornou-se insuportável.

O programa seguinte falava sobre culinária e isso aliado a todas as dietas e exercícios torturantes que eu assistira boquiaberta me fez abrir ainda mais a boca e buscar algo pra comer na minha cozinha. Com sentimento de culpa que só  as mulheres poderão entender, o mesmo que nos aflige cada vez que comemos um bombom escondido (como se comer escondido não engordasse...) acompanhei atenta às mais loucas misturas de ingredientes tão estranhos quanto os que faziam parte das receitas mirabolantes dos alquimistas de outrora. Desanimada com minha santa ignorância troquei novamente de canal.

Uma mulher calma e bonita dirigia o próximo programa, mas o que é bom dura pouco, logo descobri que o tal programa era a mais deslavada baixaria. Faziam aquilo que antigamente chamávamos de "lavar roupa suja" ali, bem debaixo do meu nariz. Mães espinafravam os filhos, maridos diziam com todas as letras porque a amante era bem melhor que a mulher, um verdadeiro circo de horrores. E eu fiquei me perguntando o que leva um ser humano a se expor assim na TV.

Já deprimida, continuei passando os canais até que encontrei um repórter que contava os capítulos de novelas que nunca vi. Não entendi nada. Não sei se meu QI emperrou, mas aquilo tudo que ele contava me parecia uma barafunda confusa de nomes e situações mirabolantes que jamais em tempo algum poderiam acontecer. Se Shakespeare tivesse TV teria imaginado algo bem menos prosaico que veneno pra Romeu e Julieta... Quem sabe? Talvez ele sofresse de falta de imaginação...

Dei à TV todas as chances que minha paciência permitiu mas no final das contas descobri uma maneira ótima de passar uma agradável tarde em frente a ela: botei os pés na poltrona, coloquei um CD pra tocar e simplesmente deixei-a desligada. Tive uma tarde agradabilíssima. Tente você também, qualquer dia destes.

(escrito por Zailda Mendes)