quinta-feira, 8 de julho de 2010

Marido ciumento

Quem daí foi contemplada com um autêntico exemplar de “homem ciumento” levante a mão direita e dê 3 pulinhos. Junte-se ao clube, minha amiga! Em matéria de ciúme os homens estão divididos em 3 grupos:

- ciumentos em escala de 1.000 a infinito;
- os que “não ligam” mas que estão sempre dando piti dizendo que não é ciúme;
- os que não estão nem aí pra você porque estão de olho em outra ou porque mulher não é sua praia.

Tanto os da primeira quanto os da segunda categoria são ciumentos até demais, a diferença é que o primeiro grupo assume, enquanto o segundo faz de conta que não é, ou diz que o ciúme doentio que sentem é outra coisa.

Sejam da primeira ou da segunda categoria, se você é daquelas que ainda acham que “ciúme é sinal de amor”, vá tirando seu cavalinho da chuva antes que ele pegue uma pneumonia viral dupla nos dois pulmões, porque ciúme não é nem nunca foi sinal de amor, muito menos quando quem sente o ciúme é um exemplar do sexo masculino.

O que acontece é que homem tem pavor de levar chifre, portanto terá as mais estapafúrdias e desproporcionais atitudes sempre que sentir – mesmo que levemente – a mais remota possibilidade de ser enfeitado sem ser carnaval. O Ricardão assombra muito mais os sonhos do homem que o Freddy Krueger, o Jason do filme sexta-feira 13, o Drácula e o Frankenstein juntos.

O dia em que ele chegar em casa e der de cara com um cara que está arrumando o guarda-roupa (lá dentro) vai enfartar, mesmo se foi ele que o contratou. Sua paranóia é tanta que até telefonemas do seu chefe despertarão suspeitas. Sua melhor amiga ligando no seu celular desperta suspeitas.

Falando em celular, acho que ainda não inventaram maquininha pior pra incentivar a insanidade e a paranóia masculina. Reviram o troço e ficam perguntando: “de quem é esse número que ligou pra você hoje às 3 da tarde?” Como é que a gente vai lembrar, em nome de Deus? Então a gente tasca: da manicure, confirmando minha hora no salão. E ele fica lá, pensando se deve ligar pra manicure pra confirmar nossa hora no salão de novo.

Algumas espertinhas devem estar pensando que se todo homem é assim o único modo de livrar-se é virar lésbica. Não aconselho, dizem que ciúme de lésbica é pior ainda. Acho que o melhor, se você quer mesmo livrar-se dos ciumentos, é casar com um homem que não gosta de mulher (vai adorar se o Ricardão fizer a parte dele, ainda mais se for um Ricardão bem bonito...) ou então ficar solteira.

Zailda Coirano

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Quem vai lavar os pratos?


O leitor Ricky comentou sobre uma de minhas postagens no blog “Sobre Homens e Mangas” que “alguns homens fazem a mulher de empregada” e isso é uma verdade que todos sabemos. E ele nem tem culpa porque a “sogra” da mulher já o condicionou assim desde pequeno.

Ela lavava, passava e cozinhava para ele desde sempre sem nunca cobrar nada em troca. Ela o mimou, amou e amamentou, tratando-o como um reizinho e ainda por cima aparece à nossa porta numa sexta-feira de manhã (sem avisar) dizendo que “estava por ali e deu só uma passadinha pra ver como andavam as coisas”.

Ou seja, além de educar o filho para tiranizar a futura esposa, exigindo dela mais do que qualquer mortal é capaz, ainda aparece para fiscalizar.

Casamento moderno

Os casamentos ditos “modernos” têm uma dinâmica diferente, como todos dizem, “as tarefas são divididas”. A mulher também trabalha, e como a mãe dele não trabalhava, e se trabalhava fazia o possível para que seu trabalho não “incomodasse” os outros membros da família, ele até concorda que pode “ajudar”.

Começa aí o problema, porque “ajudar” e “dividir” não são sinônimos. Quando o homem diz que vai “ajudar”, muito cuidado, minha amiga. Isso significa que ele reconhece o trabalho de casa como obrigação sua e vai fazer uma pequena parte quando ele quiser e puder.

Se o marido diz: “vamos dividir as tarefas” é uma coisa; se diz: “vou ajudar” está preparando uma armadilha e quando você, toda contente, concorda, na verdade está é enfiando o pezinho na delicada armadilha que anos de cultura machista prepararam para você.

Como funciona na prática

As tarefas divididas
Segundona, chegam os dois do trabalho, a casa assim meio que revirada. Ele pega a vassoura e vai limpando, esvaziando os cinzeiros e botando a roupa suja no cesto. Você vai colocando o jantar no fogo enquanto lava a louça.

Ele ajuda
Segundona, chegam os dois do trabalho, ele esvazia o cinzeiro dele, pega as roupas sujas e joga tudo em cima da cama “para você separar depois”, afasta tudo o que está na mesinha da sala até achar o controle remoto, senta no sofá, liga a TV, bota o pé na mesinha, joga o paletó e a gravata no lugar onde você deveria sentar, reclama que teve “um dia daqueles” e pergunta se dá pra você fazer um café enquanto faz a janta.

As tarefas divididas
Sábado de manhã, você arruma a casa enquanto ele lava a louça; depois ele corta os legumes e você faz a salada do almoço. Ele sai com o cachorro para passear e na volta traz a sobremesa. O almoço já está na mesa.

Ele ajuda
Sábado de manhã, ele diz que vai levar o cachorro para passear “enquanto você arruma a casa” e volta daí a 4 horas quando a casa já está limpa e a comida na mesa. Você, de cara feia, pergunta “onde está o cachorro” e ele: “putz, onde foi que deixei o cachorro? Acho que o esqueci no parque”.

As tarefas divididas
Domingo de manhã, vocês decidem que vão almoçar fora e depois vão ao cinema.

Ele ajuda
Ele te deixa em casa às voltas com a máquina de lavar e vai para a casa da mãe, avisa que vai almoçar lá e que depois vai ao futebol com os amigos.

A diferença entre o machão que acha que a esposa deve fazer tudo e o que “ajuda” é que o machão a gente pode desmascarar a qualquer momento. O que “ajuda” sempre irá dizer com ar inocente: “Mas eu te ajudo”.

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sábado, 29 de maio de 2010

Você tem a "síndrome do funil"?


Algumas mulheres parecem estar predestinadas a envolverem-se sempre com o popular (pra elas lá) homem errado. Sabe o tipo que não gosta de trabalhar? Pois é, esse tipo de mulher pode ser inteligente como for, que não dá uma semana que conheceu o tal e já está caidinha de paixão por ele. Depois de um verdadeiro calvário, problemas familiares e financeiros graças ao infeliz, lá está ela de novo, como um autêntico exemplar de cafajeste de carteirinha, desses que passam a perna até na própria mãe no leito de morte.
E não é falta de avisar, as amigas cansam de dar conselho, a família se desespera. Bobagem. Não se passam nem dois meses da última incursão ao inferno e já está ela lá com outro tipo que poderíamos classificar de “duvidoso” caso nos restasse – pelo menos – uma pálida dúvida quanto ao caráter – ou falta de – do “dito cujo”, que irá encabeçar a lista dos problemas, probleminhas e problemões que ela terá nos próximos meses, ou até desvencilhar-se do cujo por bem ou à força.
Se você está achando essa descrição “vagamente familiar” ou se tem a impressão que estou escrevendo a história da sua vida amorosa, então minha cara você é portadora dessa disfunção potencialmente destruidora da auto-estima de sua portadora e arrasadora de carreiras brilhantes das mulheres mais inteligentes que já conheci.
Batizaremos essa disfunção comum às mulheres inteligentes, com o simpático nome de “síndrome do funil” e vou explicar por que. As mulheres portadoras dessa disfunção conhecem um homem que sabem que não devem ter. Então, ao invés de se afastarem como “as outras” fazem, vão  fazendo círculos cada vez menores em volta dele até caírem no buraco.
Elas não podem ver tipos de caráter duvidoso: uns não gostam de trabalhar, outros batem em mulher, outros ainda já pagam pensão para 4 ou 5 mulheres que engravidaram, abandonaram e ignoram agora. Quanto mais torto o caráter, menor o tempo levado pra entrar no buraco do funil.
O problema com as mulheres portadoras da SF é que o primeiro sintoma da síndrome é o entorpecimento da razão, que passa a funcionar para tudo, menos para o que diga respeito ao “novo membro do clã”. Se ele estava agarrado com uma loura dentro de um fusca na esquina da casa dela ela vai entrar em parafuso mas depois de conversar com ele vai explicar:
- A mulher o agarrou à força, o coitado nem queria me contar que ela o perseguia para não me chatear.
Claro! E mais claro ainda está que com a razão embotada ela só irá ver o que quer, aliás – o que ele quiser que ela veja. E por mais que ela sofra com ele, bastará aparecer um “cachorro abandonado” que ela estará prontinha para embarcar em outra canoa furada.
Se você se encaixa nesse perfil e ainda acha que todos os cafajestes do mundo combinaram de seduzi-la com seus encantos irresistíveis (que só você vê) das duas uma: ou também sofre da “síndrome de tapar o sol com peneira” ou então além de sofrer da síndrome também é paranóica.
Venhamos e convenhamos. Eles não a procuram, é você quem os escolhe a dedo. Se você tem baixa auto-estima (melhor seria dizer “baixo-estima” nesse caso) e acha que merece sofrer ou não merece coisa melhor; se quer consertar o mundo e se acha a sucessora da Madre Teresa e crê que “com o tempo” vai desentortar o caráter deles; se tem medo de se envolver seriamente e se acha incapaz de levar a cabo uma relação duradoura e estável então escolhe o que já sabe que não vai dar certo; se é espírito de porco e escolhe o que os outros rejeitam; se quer agredir o mundo desfilando com tipos que fazem seus amigos correr léguas de você; se quer mudar de emprego e não tem coragem de pedir a conta; ou se... (umas duzentas causas possíveis), isso é lá com você e seu psicólogo. Porque amiga, cá pra nós, você está precisando urgentemente de um. Ou então passe em um centro espírita pra uma sessão de descarrego. Triplo.
Zailda Coirano

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vocè impõe limites?

Todos os relacionamentos (ou pelo menos uma boa parte deles) começa mais ou menos da mesma maneira: no começo tudo são flores. Depois, à medida em que a relação avança (ou que desanda, conforme o caso) algumas atitudes começam a nos incomodar.

Você é do tipo que impõe limites claros ou fica remoendo a raiva que os hábitos irritantes lhe provocam, fazendo de conta que está tudo bem?

Fomos criadas para aceitar tudo, ou pelo menos não reclamar demais. A maioria de nós acha que se começarmos a impor limites e a reclamar das manias masculinas o homem vai desaparecer como que por encanto.

Eu já prefiro impor logo limites claros e se ele bater asas e voar pelo menos isso acontecerá logo no início, quando ainda não investi muito tempo e paciência nessa relação. Mas há quem prefira viver "fazendo de conta" que concorda com tudo.

Essa atitude é no mínimo arriscada e no máximo passível de ser julgada desonesta. Para começar, "fazer de conta" nunca é uma boa ideia, a não ser que seja apenas uma fantasia sexual. Em se tratando de verdades a serem ditas em relacionamentos essa técnica pode ser arriscada, sobretudo se você planeja que esse relacionamento se torne algo duradouro.

Não vale a pena "posar de legal e compreensiva" se você não é. As relações devem ser levadas com verdade acima de tudo, e se você não suporta que fumem no seu quarto e fizer de conta que aprova, no caso de o relacionamento vingar, imagine quantos anos terá que suportar isso. E aí, podem acontecer várias coisas (todas desagradáveis):

- você pode ficar de mau humor a cada cigarro que ele acenda, e ele não sabendo que você não gosta que fumem no seu quarto pode achar que há algo errado, ou que você já não gosta mais dele quanto antes.

- você pode acabar "descontando" a raiva que sente quando ele fuma no seu quarto em outras coisas, mais ou menos nocivas ao relacionamento: dizendo que está com dor-de-cabeça para evitá-lo, já que a raiva e o cheiro de cigarro detonaram seu apetite sexual; você pode manchar a camisa favorita dele num acesso de sadismo enrustido; você pode irritá-lo fazendo alguma coisa que ele não gosta mas foi suficiente maduro e franco para lhe dizer.

- você pode ir juntando essa atitude dele com outras tantas que você também não gosta - mas que nunca disse a ele - e um dia seu amor vai estar tão desgastado que você irá considerá-lo o homem mais irritante e cheio de manias idiotas da face da terra.

Não se trata aqui de ser uma chata de galochas e ficar policiando o comportamento dele e dizendo a todo momento o que fazer ou não fazer para não irritá-la. A não ser que o seu namorado seja o Homem Invisível, a presença dele na sua casa e na sua vida sempre implicará em uma certa dose de tolerância de sua parte. Mas tolerância não quer dizer silêncio absoluto, algumas manias que você não tolera devem ser mencionadas.

Se as pessoas se mostrassem exatamente como são e não como acham que o outro espera que sejam, talvez se tornassem menos atraentes para os candidatos ao cargo de futuro marido ou esposa, mas com toda certeza também se poupariam anos de frustração e permitiriam que o outro também se adaptasse à eles, porque ninguém tem bola de cristal e ele certamente não irá fazer esforço nenhum para evitar comportamentos que a irritam profundamente ou comportamentos que você não aceita se você não for clara e direta desde o princípio dizendo isso a ele.

E - acredite - se ele não aceitar deixar de fumar no quarto e simplesmente for embora, você na certa está se poupando anos de chatice e irritação e estará livre para encontrar alguém mais compreensivo e maleável. Afinal de contas, quem foi que disse que para que um relacionamento sobreviva, tem que ser às custas da adaptação da mulher?
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

10 coisas que eu adoro nos homens

Está combinado que todas nós adoramos o sexo oposto, mesmo com todos os defeitos de fábrica, afinal ninguém é perfeito... Mas existem algumas virtudes que os homens - de modo geral - têm e que eu aprecio. Senão, vejamos:

1- O senso de humor - homem normalmente tem senso de humor, pelo menos os mais jovens. Quando alguém solta uma gracinha na classe, em 90% das vezes é um homem. E eles têm um senso de humor incomparável: adoram ficar martirizando os outros por suas pequenas falhas e todos os erros viram logo gozações que vão acompanhar o pobre coitado por toda a vida. Não poupam detalhes íntimos, casos de família. E as maiores vítimas são sempre os "amigos".

2- Sinceridade - homem não mente, só inventa um pouquinho. E esse "um pouquinho" varia de acordo com a situação. Se você contar algo que esteja 1% incorreto é mentira; se contam algo 99% fake "tem um fundo de verdade".

3- Lealdade - são totalmente leais aos outros homens nas cachorradas. Ou seja, são totalmente unânimes e solidários em caso de deslealdade com as mulheres. Se fizer parte do "clube" protegem e morrem negando - seja lá o que for.

4- Solidariedade - qualquer um deles que se case e promova uma despedida de solteiro com gatas desgarradas e liberais, bebida à vontade e boca livre terá 100% de aprovação. Não faltará ninguém, jamais deixariam o colega partir para a forca sem dar uma força.

5- Disposição - vendo um homem na frente da TV com uma lata de cerveja na mão e um cigarro na outra qualquer uma pode compreender o que quero dizer. Têm a capacidade de movimento de uma lesma hibernando. Caso as lesmas hibernassem.

6- Entusiasmo - cite qualquer novidade: "vamos à feira?", "que tal uma faxina?", "vamos viajar?" ou qualquer outra coisa. Grunhidos é o que terá como resposta. "Tudo do mesmo jeito" é como sentem-se confortáveis. Irão desconfiar até se você colocar a lata de lixo em outro lugar. Fatalmente irão perguntar: "Por quê?" Como se alguém fosse gastar fosfato para pensar no lugar da lata de lixo. Para eles, assunto fundamental.

7- Bom humor - Já reparou como todos os homens levantam de mau humor? Incrível, mesmo depois de dormirem 10 horas seguidas, roncando, sibilando e apitando como um trem da Central do Brasil, acordarão com uma cara de poucos amigos, qualquer frase será respondida com um grunhido e insistência a brindará com um olhar de seca-pimenteira.

8- Paciência.- se quiser saber quanto seu homem é paciente, saia com ele para uma "tour" pelas lojas e vitrines do centro da cidade. Cinco minutos é o tempo máximo que levam para começar a resmungar e reclamar. "Vai demorar muito?", "Vamos embora logo!", "Não me diga que você vai experimentar todas essas aí.", são as frases mais cotadas para serem ouvidas nesse tipo de excursão. Mas se quiser saber qual é o limite da paciência, peça para ele carregar as sacolas.

9- Cooperação - quando ele vir você mexendo a panela com uma mão, atendendo o telefone com o ombro, lavando a louça com a outra mão, esfregando o pano úmido no chão com o pé esquerdo e chacoalhando o carrinho do bebê aos berros com o pé direito, na certa virá em seu socorro, dizendo:  "vou dar uma volta, retorno na hora do almoço."

10 - Economia - ele economiza até o último centavo. Vai se recusar a pagar um vestido de mais de 30 reais, vai achar o cúmulo o seu tênis de 90 reais, um baton a 10 reais é o cúmulo da exploração. Mas pergunta pra ele quanto ele pagou no celular novo que anda, fala, dá beijinho e fala "mamãe".

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